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05/05/2021 - Ater fortalece comunidade quilombola em Itapipoca

Hoje, no Ceará, existem 70 comunidades quilombolas, sendo 42 delas já certificadas pela Fundação Cultural Palmares. Comunidades quilombolas são grupos com identidade cultural própria e se formaram por meio de um processo histórico que começou nos tempos da escravidão no Brasil. Elas simbolizam a resistência a diferentes formas de dominação.

Para fortalecer esses grupos, o Governo do Estado do Ceará, por meio de projetos administrados pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), trabalha a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Entre elas, está a Comunidade Quilombola de Nazaré, situada no distrito de Arapari, em Itapipoca, que contou com a participação e o apoio do Instituto Agropolos do Ceará (IACe).

Composta por 53 famílias, sendo 98% negras, a comunidade é liderada por mulheres. Uma delas é Aurila Maria de Sousa Sales. A agricultora, que foi acompanhada pela técnica do IACe Eliane Rocha, se orgulha em dizer que toda a produção da localidade é agroecológica e que a assistência técnica foi fundamental para fortalecer o manejo dessas culturas.

“Nós plantamos nos terreiros das nossas casas e criamos suínos e galinhas. Para comercializar, eu vou com o meu filho para a feira agroecológica de Itapipoca, promovida pelo Centro de Estudos do Trabalho e Assessoria ao Trabalhador (CETRA), e levo produções de outras famílias da comunidade”, destaca.

Além de estimular a comunidade a produzir e comercializar aquilo que produz, o Projeto São José beneficiou os moradores com a implantação de uma mini fábrica de polpa de fruta, agregando renda e fortalecendo a construção dessa cidadania por meio da inclusão social e econômica.

Para a presidente do IACe, Ana Teresa, a história de Aurila, entre tantas outras, representa resistência e merece protagonismo. “Esse é um exemplo de que estamos contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, de amor, de respeito e de igualdade. A história dessa mulher também é motivação para que os nossos técnicos continuem contribuindo com desenvolvimento no meio rural”, conclui.

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