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18/01/2018 - IACe e SDA pretendem fortalecer produtores de cachaça em Viçosa

Permanecer no campo fortalecendo uma prática cultural e hereditária. Esse é o objetivo dos Produtores de Cachaça de Alambique do Estado do Ceará (APCAC). Mesmo com as dificuldades decorrentes de cinco anos de seca e da aquisição de equipamentos para modernizar e ampliar as produções, eles resistem. Mas essa realidade poderá ser transformada com a ajuda do Instituto Agropolos do Ceará (IACe) e da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA).

Isso porque os representantes da associação, que receberam a visita da presidenta do IACe Ana Teresa de Carvalho em outubro de 2017, participaram, na tarde de ontem, 17 de janeiro, de uma reunião articulada pelo presidente da APCAC, Jorge Maurício Mapurunga, e promovida pelo IACe com o secretário da SDA Dedé Teixeira e equipe técnica.

 

 

No encontro, que aconteceu na comunidade Vale do Lambedouro, o secretário e a presidenta demonstraram interesse em traçar um diagnóstico, equipar a unidade de beneficiamento de cana de açúcar e investir em formação técnica especializada que valorize o saber local. "Há um forte crescimento do setor, nacionalmente e mundialmente, e a SDA possui total interesse em pesquisar e investir na cachaça artesanal legitimamente cearense como produto da agricultura familiar", saudou Dedé Teixeira citando como referência a região de Salinas (RJ). 

O produtor Francisco Cardoso dos Santos, conhecido como Chico do Bié, conta que o engenho herdado do sogro foi uma atividade iniciada em 1951, com o plantio cana-de-açúcar para fazer rapadura. Somente a partir de 1992 é que ele começou a fabricar e distribuir a cachaça Malandrinha para conhecidos e organizar os agricultores para produzir e vender a bebida.

Atualmente, a APCAC comercializa a Cachaça Viçosa, a mais conhecidas na região, que apresenta variedades entre o engenho onde é fabricada e a madeira onde atravessa o processo de envelhecimento, podendo ser encontrada nas prateleiras de alguns dos melhores supermercados de Fortaleza, ela também é exportada para o Sul e Sudeste do País.

Para a presidenta Ana Teresa, a força de vontade desses produtores é um estímulo que precisa ser incentivado. "Essa é a segunda vez que venho visitar vocês aqui. Observei, desde o início, muita força de vontade para manter a tradição da produção de cachaça. Por isso, quero reafirmar o meu compromisso e reforçar que estamos buscando mais parcerias. Agora, precisamos realizar o diagnostico da cadeia produtiva na região através da elaboração de um plano da territorial de desenvolvimento da cadeia produtiva cana-de-açúcar e a elaborar de um Plano de negócios para a associação”, finalizou.

Fotos: André Gurjão

ASCOM Instutito Agropolos do Ceará em colaboração com a ASCOM da Secretaria do Desenvolvimento Agrário.

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