9 de julho de 2010
Torres de Melo entrega propostas da Faec para minimizar efeitos da seca
O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Ceará, José Torres de Melo, durante debate ontem, quinta-feira (08) na Assembleia Legislativa, sobre os problemas decorrentes da seca verde no Estado, afirmou que a luta no campo não é apenas do pequeno e do médio produtor. “A seca desconhece limites, não distingue pequenos, médios ou grandes. Os que sofrem menos são os que a conhecem. É necessário conhecimento e tecnologia adequada”, ressaltou o dirigente, considerando que os efeitos da seca não deveriam surpreender por serem cíclicos e conhecidos.
Torres de Melo fez a entrega à Mesa Diretora de documento com 33 propostas de ações para minimizar os efeitos da seca e fortalecer a economia rural. O dirigente considerou, no entanto, que as ações a serem adotadas não podem ser apenas de caráter emergencial, devem também prever projetos de médio e longo prazo, com aproveitamento da mão de obra disponível, nesse período de estiagem. “Temos que encarar o momento como de dificuldade que se repete com frequência. Temos de correr, trabalhar unidos para salvar a pecuária”, conclamou.
O secretário de Política Agrícola da Fetraece, Luiz Carlos Ribeiro de Lima, disse que não se deve ver a seca como uma questão emergencial, mas como algo normal que acontece em períodos de dois a três anos, “e precisamos estar preparados”. Ele considerou que o Governo precisa criar ações estruturantes para passar com mais tranquilidade períodos de estiagem.
Entre as propostas apresentadas, sugeriu a alteração do programa Garantia Safra, que, segundo ele, não resolve problema, não há vagas para todos, e o valor é irrisório para sobrevivência no período de seca. São R$ 600 reais pagos em quatro meses, quando há pelo menos nove meses de estiagem.
Fonte: Portal Assembleia Legislativa do Estado do Ceará


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