9 de março de 2010
Mapa debate comércio de carnes com canadenses e norte-americanos

Secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz
Os secretários de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, e de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, integram, nesta semana, delegação de altos funcionários do governo brasileiro a Otawa (Canadá). Amanhã (10) e quinta-feira (11), eles representarão o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Gerardo Fontelles, em missão organizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) para retribuir a visita de vice-ministros canadenses ao Brasil, em março de 2009. Naquele momento, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, recebeu a vice-ministra da Agricultura do Canadá, Yaprak Baltacioglu.
As autoridades do Brasil e Canadá tratarão de temas pendentes e de interesse mútuo no comércio agropecuário, como o andamento da análise de risco para febre aftosa em Santa Catarina, único estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre da doença sem vacinação. O governo brasileiro tem interesse em abrir o mercado canadense para exportação de carnes bovina e suína in natura.
“Como o processo de abertura de mercado em alguns países é extremamente lento, por questões burocráticas, essas conversas bilaterais são importantes para garantir que os assuntos de interesse do Brasil estejam sempre na agenda governamental”, comentou Porto.
O comércio das carnes bovina e suína in natura também foi tratado ontem (8), pelos secretários brasileiros, com autoridades sanitárias do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em Washington. Célio Porto lembra que as negociações com os norte-americanos completam dez anos e, embora o processo tenha avançado, a liberação desse mercado ainda depende de uma consulta pública e da aprovação do parlamento norte- americano.
Importação - Em 2008, os Estados Unidos importaram do Canadá, Austrália e Nova Zelândia mais de 630 mil toneladas de carne bovina, num total de US$ 2,75 bilhões. Nesse mesmo ano, Austrália e Nova Zelândia também venderam a carne para o mercado canadense, que importou 218 mil toneladas, com receita de US$ 685 milhões.
Os norte-americanos compraram 238 mil toneladas de carne suína do Canadá e da Dinamarca, ao preço de US$ 761 milhões. Já o Canadá, que compra o produto dos Estados Unidos, em 2008, importou 127 mil toneladas por US$ 420 milhões.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento


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