8 de fevereiro de 2010
Faltam os grandes na fruticultura

Crescem a produção e a área plantada da fruticultura no Ceará. É o setor do agronegócio que mais se desenvolve, e tudo acontece sem financiamentos dos governos federal e estadual. O negócio é bom, é bem tocado, dá lucro, apropriou-se de alta tecnologia, mantém-se antenado e permanentemente conectado com quem comanda as importações e as pesquisas no mundo todo, mas, aqui no Ceará, falta a ele a presença de uma grande empresa e de um grande empresário.
Os que estão na fruticultura entusiasmam-se com o futuro próximo - o consumo de frutas e hortaliças cresce 10% ao ano na Europa, para onde se encaminham 80% das exportações cearenses de melão. "Se os grandes empresários da indústria do Ceará investissem também na fruticultura, estariam descobrindo um novo e rentável negócio", sugere João Teixeira, um dos líderes do setor - ele produz mamão e banana no Vale do Jaguaribe.
Teixeira ainda dá uma dica: "Há boas terras disponíveis e todas elas infraestruturadas para a irrigação por gotejamento. A hora é esta". Por enquanto, os empresários que produzem frutas no Ceará são de pequeno e médio portes. "O mais difícil já foi feito, pois hoje temos experiência, tecnologia, mercado e, ainda, a interação com os líderes mundiais do negócio", acrescenta Teixeira, que, como seus demais colegas, segue a trabalhar para atrair nomes locais de peso para a área das frutas.
Fonte: Diário do Nordeste - Coluna Egídio Serpa


Tags
imprimir
enviar por email
RSS -