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26 de julho de 2010

Estudo do Instituto Agropolos e BNB vai avaliar impactos da seca

Da esquerda para a direita: oos antropólogos americanos Timothy Finan e Donald Nelson; o coordenados do Programde Ações Estratégicas do Instituto Agropolos, Yussef Feitosa; e o antropólogo americano David Meek
Da esquerda para a direita: oos antropólogos americanos Timothy Finan e Donald Nelson; o coordenados do Programde Ações Estratégicas do Instituto Agropolos, Yussef Feitosa; e o antropólogo americano David Meek

Identificar a distribuição das secas agrícolas locais no semi-árido cearense nos últimos 40 anos e avaliar seus impactos sobre o bem estar da população. Esta é a essência da pesquisa financiada pelo Banco do Nordeste e implementada pelo Instituto Agropolos. O resultado desta análise consistirá de um retrato mais fiel e acurado do verdadeiro alcance dos impactos das estiagens naquela zona, mesmo em anos não considerados como sendo anos de seca. A partir daí, o estudo desenvolverá uma matriz da distribuição de risco da variabilidade climática na região e produzirá uma metodologia para a avaliação dos impactos da mudança de práticas agrícolas e de políticas públicas em relação à adaptação à variabilidade e mudança climática.

Quem está frente da pesquisa, intitulada “Secas agrícolas e crises locais: uma análise  especial e temporal dos impactos socioeconômicos da variabilidade hidrológica”, são os antropólogos americanos Timothy Finan, da Universidade do Arizona, e Donald Nelson, da Universidade da Georgia. Segundo Finan, o estudo vai mostrar que “seca não é apenas falta de chuva, um fenômeno meteorológico. Há, sobretudo, o impacto político e de infraestrutura. E é isso que vamos procurar entender: como a estiagem impacta de forma diferente as comunidades”.

A partir dos dados biofísicos levantados pelo professor Francisco Assis de Souza Filho, da Universidade Federal do Ceará (UFC), a equipe liderada por Finan e Nelson irá fazer implementar um “processo de diagnóstico participativo para, assim, avaliar a vulnerabilidade das populações frente à estiagem”, através de visitas ao campo e entrevistas com os próprios moradores das duas localidades que serão escolhidas para o levantamento.  

   O estudo deverá estar pronto em março de 2011 e a intenção da equipe é “municipalizar esta metodologia participativa de avaliação da “vulnerabilidade climática e governança”, como ressalta Nelson, para que se transforme em uma política pública de diagnóstico local.  

Fonte: Assessoria de Imprensa Instituto Agropolos


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