25 de fevereiro de 2010
Curso fortalece agricultura familiar no Cariri
A valorização do homem no campo e da agricultura familiar será fortalecida no Cariri com a implantação, a partir do primeiro semestre deste ano, do Programa de Educação no Campo (Procampo), voltado para a licenciatura específica de docentes sem o curso superior, em sua maioria, mas que atuam no campo, para aprimorar e integrar os pequenos produtores da região. No Estado, já há o projeto, implantado por meio da Universidade Estadual do Ceará (Uece), mas voltado para os povos indígenas. O curso é implantado pela Universidade Regional do Cariri (Urca), e será sediado em Juazeiro do Norte, onde funcionou o curso de Engenharia de Produção, no Bairro Pirajá.
As inscrições para o processo seletivo iniciarão no mês de abril, para começar a primeira turma no mês de julho. Segundo o coordenador do projeto, professor Ronald Albuquerque, o Procampo, destinado para a formação de professores com uma educação voltada para o campo, que estejam em pleno exercício, tem sido implementado por uma equipe de docentes da Urca, que serão os ministrantes das aulas.
Serão quatro anos voltados para a formação desses professores. Algumas vagas também estarão destinadas para instituições que atuam com projetos voltados para o campo, mas que contemplem a agricultura familiar. Podem ser organizações não governamentais ou até mesmo associações, que se adequam ao contexto. Inicialmente serão oferecidas 60 vagas. O curso irá fornecer duas habilitações, uma em Linguagens e Códigos e outra de Ciências da Natureza e Matemática.
O Procampo é uma licenciatura que está voltada para os professores da rede pública, estadual e municipal. Para Ronald, o objetivo desse projeto, na verdade, é fazer uma educação integrada com as atividades do campo, principalmente a agricultura familiar. A meta, diz ele, é fortalecer esta área, permitindo que os produtores se percebam enquanto pequenos agricultores. As aulas estarão voltadas para várias áreas, como História, Psicologia, Sociologia, Direito, mas que tenham uma interface, conforme o coordenador, onde entre a questão do campo e dos direitos voltados para os pequenos produtores familiares.
"Uma educação para professores que vão atuar na zona rural, mas dentro de uma perspectiva de integração escola-comunidade e de recuperação daquilo que é fundamental na comunidade, na sociedade", explica. Ao mesmo tempo em que a agricultura familiar se valoriza, também fortalecerá a permanência do homem no campo, dando essa segurança para as novas gerações.
Ronald destaca a importância do setor como uma forma de prestigiar uma cultura diversificada de produção no campo. "É um programa que vem sendo feito no Governo Lula, dando prioridade a uma área da agricultura que é desvalorizada. A realidade tem sido mais focada numa política do campo, do agronegócio, que é monocultor e está voltado para a produção de mercado, com tecnologias que substituem o trabalho humano, produzindo uma racionalização do trabalho", ressalta.
O coordenador do programa acrescenta, também, que as características de trabalho são diferentes, já que a agricultura familiar atua com uma diversificação maior da produção e respeita mais o meio-ambiente. As aulas serão na própria sede do curso e também no campo, interagindo com a realidade da agricultura familiar e funcionarão em caráter interno durante os meses de janeiro e julho, período de férias.
MAIS INFORMAÇÕES
Coordenação do Procampo, Pró-Reitoria de Planejamento da Urca, Crato - (88) 3102.1202
Fonte: Caderno Regional – Diário do Nordeste


Tags
imprimir
enviar por email
RSS -