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14 de abril de 2010

China será o segundo mercado para a região em meados da próxima década

A China tomará o lugar da União Europeia e alcançará os Estados Unidos como mercado de destino das exportações da Região em meados da próxima década, segundo um relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) publicado hoje.

O relatório La República Popular de China y América Latina y el Caribe: hacia una relación estratégica é um compêndio, principalmente gráfico, que revisa a tendência no fluxo de comércio e investimento entre a China e a Região, e oferece algumas projeções para os próximos 10 anos.

Permanecendo elevadas as taxas de crescimento das exportações da América Latina a seus principais mercados de destino na última década, a CEPAL  projeta que, em meados da próxima década, a China ocupará o segundo lugar como destino das exportações da Região, passando a captar de 7,6% do total de vendas da Região em 2009, a 19,3% em 2020. A União Europeia  tenderia a manter sua participação em torno de 14%, sendo superada pela China já desde 2015.

O crescimento de ambos os destinos se daria à custa de uma queda persistente das exportações para os  Estados Unidos (de 38,6% em 2009, a 28,4% em  2020).

A importância da China como mercado de exportação varia notavelmente dentro da Região. É um mercado-chave para o Chile, Peru e Argentina, por exemplo, embora seja bastante reduzido para as vendas da América Central, salvo na Costa Rica. As exportações do México para a China em 2009, por exemplo, representaram menos de 1% das vendas totais ao exterior.

Quanto às importações, segundo o relatório, está previsto um comportamento similar: a China poderia superar a União Europeia e os Estados Unidos em 2020, como origem das importações da Região. Este aumento se concentrará, sobretudo, nos mesmos bens de capital que já têm alta presença na Região, como os produtos eletrônicos, peças e partes, maquinário e têxtil.

Alguns países da Região dependem significativamente da China como parceiro comercial. O Chile apresenta as taxas mais altas nesta relação, com 13% de suas exportações destinadas a China. Em seguida vem o Peru (11%), a Argentina (9%), a Costa Rica (7%) e o Brasil (7%).

Quanto às importações, o Paraguai é um caso extremo: 27% de suas importações vêm da China, seguido do Chile (11%), Argentina (11%), Brasil, México e Colômbia (10%).

A composição das exportações da Região em seu conjunto para a China segue concentrando-se em matérias primas e processados, ainda que variem os graus de especialização. Costa Rica, México e El Salvador, por exemplo, vendem para a China alguns produtos manufaturados de alta tecnologia.

A alta demanda chinesa por alimentos, energia, metais e minerais tem melhorado particularmente os termos de intercâmbio com a América do Sul, favorecendo seu crescimento. Esta relação comercial foi chave para explicar a capacidade de recuperação da subregião durante a recente crise global.

Entretanto, os países da Região deveriam elevar a qualidade desse comércio, diversificando suas exportações, elevando seu valor agregado e conhecimento, a fim de facilitar sua inserção nas cadeias produtivas da Ásia-Pacífico.

A China tem-se tornado um parceiro comercial estratégico para a América Latina e o Caribe, e existem amplas oportunidades para obter acordos de exportação e investimento em campos como a mineração, energia, agricultura, infraestrutura, ciência e tecnologia, afirma a CEPAL.

Dado o tamanho do mercado chinês, estas possibilidades se aumentariam mediante um esforço concertado ou de coordenação entre vários países, ou  através de instâncias de integração regional, recomenda o organismo.

Fonte: Boletim ONU

Postado por autor: agropolos em   Notícias.  marcador Tags  Exportações.

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